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Nº 06 · Setembro de 2026

Newsletter Coruja
Olá! Este é o boletim mensal do Grupo Coruja, onde compartilhamos insights de gestão, cases reais e oportunidade para acelerar o desempenho da sua empresa. Atuamos de forma integrada com BPO Financeiro, CFO as a Service, RH Estratégico, Captação de Recursos, Eficiência Fiscal e Contabilidade. Nossa visão é ser uma completa normativa, consultiva e operacional impulsionando o crescimento dos negócios.
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Tributos
Nota fiscal de serviço: o Emissor Nacional virou regra
Desde 1º de setembro, quem está no Simples Nacional e presta serviço emite a NFS-e só pelo padrão nacional. O sistema da prefeitura deixou de ser opção.
A Resolução CGSN nº 189/2026 fechou a transição: microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples passam a emitir a Nota Fiscal de Serviço eletrônica exclusivamente pelo Emissor Nacional, seja pelo portal na internet, seja pelo sistema de gestão da empresa integrado à API da Sefin Nacional. A nota vale em todo o território nacional e é o documento que sustenta o crédito tributário do tomador.
Na prática, o que muda é a rotina de quem fatura serviço. O cadastro da empresa precisa estar completo no portal nacional, o certificado digital ou a conta gov.br precisa estar em dia, e o sistema que emite as notas precisa falar com o padrão novo. Quem ainda emite pelo site do município corre o risco de ter nota recusada e de atrasar o recebimento.
A mudança também organiza a casa por dentro. Com um padrão único, a apuração do ISS fica mais previsível, o município recebe os dados pelo painel nacional, e a conciliação entre nota emitida, recebimento e imposto pago deixa de depender de planilha paralela. Para quem terceiriza o financeiro, é o momento de conferir se o emissor, o ERP e a contabilidade estão lendo a mesma base.
Vale um cuidado: operações sujeitas apenas ao ICMS continuam fora da NFS-e. E o MEI já emite pelo padrão nacional desde 2023, por isso a novidade agora é para ME e EPP. Se a sua empresa presta serviço e ainda não migrou, a hora é esta.
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Coluna do Prof. Ronaldo Valente
Split Payment: Um novo conceito e desafio no pagamento de Tributos no Brasil
O Split Payment é a grande estrela do momento na reforma tributária brasileira. Herói ou vilão das finanças e empresariado?
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Prof. Ronaldo Valente Consultor estratégico do Grupo Coruja |
Um novo conceito será implantado na cultura tributária e financeira no Brasil. No modelo atual, a empresa recebe o valor total da venda e depois calcula e recolhe os tributos. Isso gera erros, atrasos e sonegação. Com a mudança desse conceito, o Split Payment, o imposto é separado na hora do pagamento, ou seja, o cliente paga, o sistema divide o valor – parte vai direto para a empresa (líquido) e o restante, para o governo – vale ressaltar que os bancos ou plataformas de pagamento farão isso automaticamente.
O mecanismo de Split Payment chega em 2027 de forma opcional e gradual, prometendo um novo entendimento ao separar automaticamente os novos tributos IBS e CBS nas transações e entre as vantagens principais, destaca-se a redução da sonegação, pois o tributo não passará pelas mãos da empresa. Também irá simplificar a arrecadação e evitará dívidas acumuladas.
Porém toda novidade tem seus desafios a serem superados – em primeiro e o mais preocupante será o impacto no fluxo de caixa, onde as empresas perdem o uso temporário do imposto. Esse “lapso” temporal terá um custo financeiro caso a empresa não esteja adaptada as novas tendências contábeis e financeiras. Outro ponto importante será que as empresas deverão pensar hoje na necessidade de investimentos em tecnologia para esta adaptação.
O Cronograma prevê para este ano de 2026 os testes e validação de modelos de arrecadação, construindo a infraestrutura necessária. Todavia, em 2027 já prevista a implantação opcional e por fases, começando por transações B2B (empresa para empresa). Destaco que conforme as fontes de comitês da Reforma Tributária e Governo, a obrigatoriedade será gradual, sem data fixa para B2C (empresa para consumidor final).
Vale ressaltar, que o Split Payment promete uma eficiência fiscal sem precedentes, mas exige implementação cuidadosa para não onerar as empresas. Nessa fase de mudança contar com uma consultoria especializada e poder transformar sua gestão tributária em ganhos de oportunidades é essencial e valioso!
Prof. Ronaldo Valente
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Economia
Selic começa a cair. O que muda no caixa da sua empresa?
Em setembro o Copom reduziu a taxa básica de juros de 14,00% para 13,75% ao ano, o primeiro corte depois de um longo período parado no topo.
O comunicado do comitê pede cautela: a atividade econômica dá sinais de moderação gradual, a inflação desacelerou mas segue acima da meta, e o cenário externo continua incerto. Ou seja, o juro começou a descer, mas o Banco Central avisa que vai devagar.
Para a empresa, 0,25 ponto a menos na Selic muda pouco a parcela do mês. O que muda de verdade é a direção. Bancos e adquirentes reajustam suas linhas com atraso, e quem chega à mesa com números organizados costuma renegociar antes.
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Três frentes pra revisar agora
1. Dívida cara. Cheque especial, cartão da empresa e antecipação de recebíveis foram contratados com a taxa no pico. Podem ser trocados por linhas mais baratas, com garantia de recebíveis ou de imóvel.
2. Prazo. Com juro em queda, alongar dívida curta em uma linha mais longa alivia o caixa dos próximos meses.
3. Maquininhas. A taxa das adquirentes raramente cai sozinha. Precisa ser pedida, com o volume de vendas na mão.
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Há também o outro lado. Quem tem sobra de caixa aplicada em renda fixa pós-fixada vai ver o rendimento diminuir aos poucos. Isso não pede mudança brusca, pede planejamento: separar o que é reserva de emergência do que pode financiar estoque, equipamento ou uma unidade nova.
O ponto comum a todas as frentes é o mesmo: decisão de crédito boa nasce de fluxo de caixa projetado, não do extrato do dia. Quem sabe quanto entra e quanto sai nos próximos 90 dias negocia com o banco em vez de aceitar a primeira proposta.
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Coruja em ação
O que aconteceu em setembro
Jornada de Gestão e Negócios na Unisanta
No dia 3 de setembro o Grupo Coruja levou ao auditório da Unisanta um painel sobre gestão, carreira e o empresário que aprende a delegar. O Prof. Ronaldo Valente mediou a conversa com Vitor Lemela e Rogério Zaniolo, do Grupo Coruja, Alexandre Nóvoa, executivo de operações do Grupo Pão de Açúcar, Fábio Giordano, pró-reitor da Unisanta, e Aline Regina de Oliveira Paulo, CEO da Sorali Cosmetic.
Arte no Porto ganha mural permanente em Santos
O projeto Arte no Porto, produzido pelo Grupo Coruja, entregou em 11 de setembro um mural de 133,8 m² na estação Xavier Pinheiro do VLT, em Santos. Dez artistas foram selecionados para o projeto e os cinco finalistas ganharam a chance de pintar a obra, que fica exposta na cidade. Passe lá para conferir.
Vem aí: Cardápio Solidário em 10, 11 e 12 de outubro
Nos dias 10, 11 e 12 de outubro, pedindo qualquer massa do cardápio da Cantina Liliana, no salão ou pelo delivery, você ajuda diretamente o LAM, o Lar de Acolhimento ao Menor, que há 61 anos cuida de crianças em São Vicente. Confira a programação e reserve o seu.
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